ETAR: um ponto de situação

Depois de termos por diversas ve­zes abordado o tema da ETAR na Estrada de Chelas, dando eco das reclamações da população e dos esforços que a Junta de Freguesia do Beato desenvolveu para que os odores (e problemas associados) provenientes desta estação de tratamen­to fossem eliminados, há que dar espaço, para que a SimTEJO também se possa fazer ouvir, e explicar à po­pulação todo o processo e trabalho desenvolvido na re­solução de todos os proble­mas que foram enunciados.

No que diz respeito à proble­mática dos odores, a SimTE­JO conlcui no ano passado um novo reforço do sistema de desodorização da ETAR. A empreitada realizada, com um valor de cerca de 3 milhões de euros, incluiu um reforço muito significativo do sistema de desodorização da ETAR, quer em termos dos caudais totais desodoriza­dos, quer da própria filosofia do sistema, privilegiando-se o confinamento directo dos órgãos, de forma a optimi­zar os caudais a desodorizar (esta alteração de filosofia, ou seja, desodorizar órgão a órgão, requereu investi­mentos muito significativos, obrigando, em alguns casos, a substituir integralmen­te alguns equipamentos). Na empreitada foram ainda cobertas e desodorizadas zonas que não o estavam, nomeadamente a zona de carga dos camiões de la­mas, zona muito problemá­tica em termos de odores. Considera-se que o nível de desodorização da ETAR me­lhorou de forma muito signi­ficativa, o que nos tem sido confirmado, inclusivamente, pelos moradores.

O único aspecto que ainda não se encontra perfeita­mente controlado é o do cheiro emanado pelos cami­ões de remoção das lamas da ETAR. Existe, de facto, libertação de odores pelos mesmos, razão pela qual, regra geral, os transportes são efectuados durante a madrugada. De forma a re­solver de vez este proble­ma, a SimTejo incluiu uma cláusula no Caderno de Encargos do Concurso Pú­blico para a nova prestação de serviços de remoção de lamas da ETAR (em curso) que obriga a que os camiões de transporte de lamas se­jam estanques, de forma a não libertarem odores. Esta nova metodologia será im­plementada, previsivelmen­te, até finais do primeiro se­mestre do próximo ano.

Importa ainda salientar que os odores provenientes das “próprias condutas” reflec­tem a origem mais prová­vel da produção regular de odores e que não é da res­ponsabilidade da SimTejo. O facto de existirem odores provenientes das condutas mostra que as ligações às mesmas não estão sifona­das, o que torna impossível impedir a libertação de chei­ros (dentro dos colectores é inevitável existirem maus odores!).

Quanto à problemática da proliferação dos insectos, particularmente evidente este ano, fruto das caracte­rísticas meteorológicas do mesmo (segundo a opinião de especialistas), a principal preocupação da SimTejo, para além de tentar contro­lar a proliferação, foi averi­guar qual o seu impacte na saúde pública. Nesse senti­do foram efectuadas reco­lhas de insectos para deter­minação da sua espécie e do respectivo risco potencial. Os resultados obtidos de­terminaram que a espécie não tem qualquer potencial nocivo para a saúde pública (são artrópodes não hema­tófagos da ordem Diptera, família Chironomidae e gé­nero Chironomus Sp.). Não obstante este facto, foram sendo realizadas desin­festações sucessivas (que chegaram a ser efectuadas mais que uma vez ao dia), de forma a eliminar os insectos e a diminuir o incómodo das pessoas (dentro e fora da ETAR).

Refira-se, ainda, que os pro­dutos utilizados no combate aos insectos se encontram devidamente aprovados pela Direcção Geral de Saúde e que a respectiva aplicação segue todos os preceitos técnicos aplicáveis.