Toponímia

Ruas do Beato

A nova Cidade

Largo Honório Barreto

Guineense (Cacheu 24/04/1813 – Bissau 26/04/1859)

Por iniciativa sua e perante a cobiça dos Ingleses conseguiu, lutando e comprando terrenos, preservar várias parcelas de território que constituem a actual Guiné-Bissau. Graças a este processo é que Bolama se mantém guineense. O mesmo se diga da área de Camansa. Apesar de nativo, exerceu os mais altos cargos, desde provedor de Cacheu a governador da então colónia. No campo militar cobriu-se de glória ao submeter os Papéis de Bissau em 1853 e os Nagos em 1856 – estes havia 50 anos que impunemente hostilizavam Cacheu. Reformou a administração, desenvolveu a instrução, a saúde, a agricultura e o comércio. Foi promovido a tenente-coronel e galardoado coo o grau de cavaleiro da Torre e Espada. Publicou Memória sobre o Estado Actual da Senegâmbia Portuguesa, Causa da sua Decadência e Meios de a Fazer Prosperar, 1843.

Rua Aquiles Machado

Professor universitário (Queluz 25/12/1862 – Lisboa 14/11/1942)

Alferes de engenharia em 1887, veio atingir o posto de general. Trabalhou em construções militares nos arredores de Lisboa. Foi professor do príncipe D. Luís Filipe e do futuro D. Manuel II. Em 1902 tornou-se professor da Escola de Farmácia, anexa à Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa. De 1906 a 1932 ensinou na Escola Politécnica (depois Faculdade de Ciências de Lisboa). Presidente da Sociedade Portuguesa de Química e Física, em 1935 foi eleito, em Paris, presidente do Office International de Chimie. Publicou numerosos estudos científicos, tratando sobretudo das substâncias albuminóides e coloidais, exemplares obras didácticas, notáveis pelo método, clareza e actualização. Ficou proverbial o seu ensino, exercido com rigor de método e de disciplina.

Rua Carlos Botelho

Pintor (Lisboa 18/09/1899 – ib. 18/08/1982)

Estudou em Lisboa e Paris. Em 1935 praticou fresco em Itália. Dedicou-se durante os anos 20 à ilustração, à cerâmica e às artes gráficas. Durante 22 anos foi colaborador assíduo de O Sempre Fixe. Presente nos Independentes de 30, foi, todavia, o êxito alcançado na exposição de 32, na Galeria Bobone, que o lançou definitivamente no caminho da pintura. Foi dos artistas da sua geração que maior sucesso alcançou e melhor vendeu. Obteve vários prémios em Portugal e no estrangeiro. Está representado no museu de Arte Moderna de Lisboa, no Museu de arte Moderna de São Paulo e no Museu de São Francisco, nos Estados Unidos da América.

Rua Dr. Faria de Vasconcelos

Pedagogo e professor universitário (Castelo Branco 02/03/1880 – Lisboa 02/08/1939)

Licenciado na Faculdade de Direito de Coimbra em 1900, doutorou-se em Ciências Sociais (1904) em Bruxelas onde ficou a exercer o ensino universitário até 1914. Assistente de Claparède na Suíça (1914-1915), ensinou depois em Cuba (1915-1917) e na Bolívia (1917-1920). Fixado em Lisboa desde 1921, integra-se no grupo da Seara Nova, assume a regência da cadeira de Pedagogia na Escola Normal Superior e a partir de 1922 torna-se professor da Faculdade de Letras. Criou em 1925 o Instituto de Orientação Profissional, que dirigiu até à morte.

Rua Frei Fortunato São Boaventura

Polígrafo e arcebispo de Évora (Alcobaça 1777 – Roma 12/12/1844)

Cisterciense desde 1795, sendo estudante em Coimbra combateu na primeira invasão francesa com as armas e a pena. Doutorado em Teologia exerceu o magistério em Coimbra como lente substituto da Faculdade de Teologia e como professor da primeira cadeira de Grego no Colégio das Artes. Era cronista-mor da sua ordem quando foi nomeado arcebispo de Évora em 25/09/1831. Com a vitória dos liberais (1834) refugiou-se em Roma. Historiador, humanista e panfletário aguerrido, era violento na escrita mas cheio de humanidade no trato. Prelado exemplar e estrénuo defensor da fé e das tradições da pátria, repartia os seus bens com os pobres.

Rua Professor Mira Fernandes

Matemático e ensaísta (São Domingos, Mértola 16/06/1884 – Lisboa 19/04/1958)

Doutorou-se em 1911, um ano após a sua licenciatura, tendo sido nomeado professor catedrático do Instituto Superior Técnico nesse mesmo ano, função que desempenhou cumulativamente no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras. No Instituto Superior Técnico, onde se manteve até 1954, regeu as cadeiras de Cálculo Infinitesimal e de Mecânica Racional. Publicou mais de uma centena de estudos de investigação nas áreas de análise, geometria diferencial, física, matemática e mecânica, além de vários trabalhos didácticos e de divulgação.

Rua Vasco Mendonça Alves

Dramaturgo (Lisboa 19/04/1883 – ib. 04/12/1962)

De 1904 a 1905 frequentou a faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Atraído pelo teatro, a sua primeira peça subiu à cena em 1909 e intitulava-se Último Amor. A última a ser representada em vida do autor, no ano de 1957, tem por título A Senhora Doutora. Foi um dos fundadores, em 1946, do Teatro-Estúdio do Salitre. A sua vasta obra vai buscar a inspiração no proselitismo moral, na evocação patriótica e na comédia de costumes, sendo esta a mais lograda da sua produção teatral. Durante quatro décadas foi um dos autores de mais assídua presença nos palcos nacionais.

Largo Marquês de Niza

Diplomata (14/12/1612 – 28/10/1676)

Chamava-se Vasco Luís da Gama e era V Conde da Vidigueira. Sucedeu na casa paterna apenas com 20 anos, tornando-se almirante do mar das Índias, senhor da Vila de Frades e Trevões. Foi dos primeiros entre os grandes do reino que se manifestaram por D. João IV. Embaixador em França de 1642 a 1649, conseguiu neutralizar as pressões espanholas junto de Mazarino. O título foi-lhe concedido em 18/10/1646. De regresso ao reino exerceu os cargos de deputado da Junta dos Três Estados e membro do Conselho de Estado e do da Guerra. Em 1668 foi um dos plenipotenciários negociadores com Espanha do tratado de paz. Passou depois a vedor da Fazenda e estribeiro-mor da rainha D. Maria Francisca.

Rua Gualdim Pais

VI Grão-Mestre dos Templários em Portugal (1118 – Tomar 13/10/1195)

Era companheiro de infância de D. Afonso Henriques, que o terá armado cavaleiro em Ourique, em 25/07/1139. Combateu como cruzado na Palestina durante cinco anos e regressou sendo templário. D. Afonso Henriques fê-lo comendador de Braga e de Sintra. Grão-Mestre da Ordem do Templo desde 1157, em 1160 deu início à construção do castelo de Tomar, onde instalou a sede da Ordem. Atribui-se-lhe também a fundação dos Castelos de Almourol, Ceres, Idanha, Monsanto e Pombal. Septuagenário, teve brilhante actuação na defesa do castelo de Tomar, violentamente atacado pelo muçulmano Yacub de 1190.

Avenida Infante D. Henrique

Percursor d’Os Descobrimentos  (Porto 04/03/1394 – Sagres, Vila do Bispo 13/11/1460)

Era o quinto filho de D. João I e D. Filipa de Lencastre. Dado ao desporto e às artes de guerra, seu pai confiou-lhe a organização da frota para a expedição a Ceuta. Assinalou-se na conquista desta cidade marroquina, em 1415, onde seu pai o armou cavaleiro. Em Setembro de 1415 tornou-se Duque de Viseu e senhor da Covilhã. Em 18/02/1416 ficou a ser administrador e governador da Ordem de Cristo ficando deste modo com valiosos recursos para a realização do seu sonho ultramarino. Para o adestramento técnico dos seus marinheiros e arquivar as experiências e realizações obtidas, D. Henrique rodeou-se de peritos, fundando em Sagres uma autêntica escola náutica. Tenaz e persistente, o êxito das primeiras expedições marítimas levou-o a lançar-se na empresa dos Descobrimentos, que abriu nos rumos não só a Portugal mas ao mundo inteiro.

Rua Nicolau Tolentino

Poeta satírico (Lisboa 10/09/1740 – ib. 23/06/1811)

Foi professor de poética e retórica e por fim oficial na Secretaria de Estado dos Negócios do Reino. Alardeando pobreza, bateu às portas dos ricos e poderosos, assumindo-se ora como pedinte, ora como zombador de si próprio. Foi cavaleiro-fidalgo e vestiu o hábito de Cristo. Notabilizou-se na sátira social, em que se revela um cronista observador mas indulgente e amável.

Rua Actor Augusto de Melo

Actor (Lisboa 13/07/1853 – ib. 29/01/1933)

Empregado comercial, ingressou no ginásio, tendo-se estreado na comédia Informações, em 11/06/1870. Não tardou a entrar para o teatro D. Maria II, tendo-se evidenciado na peça Princesa Jorge. Distinguiu-se como actor, ensaiador, e director de cena. Em 1901 foi nomeado professor da Aula Dramática do Conservatório e membro do Conselho Dramático.

Rua Dom Francisco d’ Eça

Combatente na Índia (sec. XVI)

Serviu no Oriente, no governo de D. João de Castro. Estava em Malaca quando os sultões vizinhos se coligaram contra Portugal. O capitão da praça, Simão de Melo, confiou-lhe a esquadra que em Parlés destroçou por completo a armada do sultão de Achém.

Rua Dom Tomás de Melo Breyner

Médico (Lisboa 02/09/1866 – ib. 24/10/1933)

Formou-se na escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, onde veio a ser professor depois de estagiar em Paris, onde se especializou em dermato-sifiligrafia. Foi desde 1893 médico efectivo da real câmara e director do serviço clínico nos Hospitais civis de Lisboa. Publicou vários trabalhos ciêntificos.

Limites Administrativos da Junta de Freguesia

Estipulam-se geograficamente os limites para efeitos administrativos da Freguesia do Beato:

Norte

Rua do Beato, desde os nos. 19 e 34 (limite com a Freguesia de Marvila);

Estrada de Marvila, desde a Calçada do Duque de Lafões, ao pé da Escola Secundária Afonso Domingues (limite com a Freguesia de Marvila).

Noroeste

Rua de Cima de Chelas, até aos nos. 5 e 8 (limite com a Freguesia de Marvila);

Estrada de Chelas (*), números ímpares desde o 97 e pares desde 106 a 190 (limite com a Freguesia de S. João nos nos. 97 e 106 e limite com a Freguesia de Marvila o n º. 190).

Oeste

Rua Aquiles Machado (limite com a Freguesia do Alto do Pina);

Fim da Calçada da Picheleira e da Rua João do Nascimento Costa (limite com a Freguesia do Alto do Pina).

Sul

Rua do Sol a Chelas, até aos nos. 23 e 24 (limite com a Freguesia de S. João);

Calçadinha de Santo António a Chelas, desde os nos. 6 e 11 (limite com a Freguesia de S. João);

Rua Gualdim Pais, nos. Pares (nos. impares são da Freguesia de S. João);

Fim da Rua de Xabregas (limite com a Freguesia de S. João).

Este

Avenida Infante D. Henrique, desde as traseiras da antiga Fábrica da Portugal e Colónias, em Xabregas (limite com a Freguesia de S. João), até ao Quartel da G.N.R. (limite com a Freguesia de Marvila).

(*) alguns nºs. já ficam a Sul